Antes tarde do que nunca, bem vindos à minha seção... Cinema, música, pintura, instalações, arquitetura, a arte em si (manifestação de ordem estética), me encanta e acredito este ser um conteúdo que trafega e permeia a comunicação como um todo.
A arte além de ser um espelho da sociedade, transforma de maneira irreversível nossa percepção, emoções e idéias, nos sensibiliza, altera concepções, expande a mente, alegra, enfim, nos faz sentir humanos...
No mundo da comunicação, se busca representar idéias e conceitos através de imagens, desenhos, sons, música, que por sua vez têm a finalidade de criar uma crença em seu receptor, (o público alvo), assim o gosto, e a percepção do belo e do feio, do bom e do ruim, varia entre os diversos públicos.
Por isso hoje vou falar de um livro, (um dos meus preferidos), que aborda este tema.
A história da beleza, de Umberto Eco, é uma fantástica viagem pela história da humanidade, sua percepção sobre a beleza e a consequente transformação desta percepção. O livro começa com uma foto de uma escultura Woman of Willendorf, feita por volta do ano de 24.000 A.C, e nos leva até figuras emblemáticas e cheias de significado de nosso tempo, como Audrey Hepburn.
No recorrido histórico-artístico deste livro, encontramos reproduções de pinturas célebres, esculturas, arquitetura, poemas e pensamentos de todos os tempos e lugares. Uma fantástica compilação sobre a arte, tudo escrito pelas assertivas palavras de Umberto Eco, que nos ajuda a compreender melhor a discussão sobre o bonito e o feio.
Cito aqui um trecho do livro em que Pierre-Ambroise Choderlos de Laclos (autor do famoso romance: Les Liaisons dangereuses.) é citado:
"A beleza só existe porque remete à idéia do prazer que é representada por nós pelo conjunto de traços que estamos mais habituados a ver, basta mudar de país. Transportem um francês para guiné: inicialmente o aspecto das negras irá afastá-lo, pois seus traços, insólitos para ele, não evocarão nenhuma lembrança voluptuosa, mas a partir do momento em que se habituar a eles deixará de ser repelido e assim, mesmo continuando a escolher dentre elas as mais próximas dos canônes da beleza européia, começará a reencontrar o gosto pelo frescor, pela altura e pela força que em qualquer parte são sinais de beleza; depressa, com o aumentar do costume, acabará por antepor as características estéticas que vê todos os dias àquelas das quais não guarda mais que uma tênue recordação e preferirá um nariz achatado, lábios grossos etc; nascem desse modo múltiplas interpretações da beleza e aparentes contradições nos gostos dos homens".
"a arte existe para que a verdade não nos destrua" -- Nietzsche, a finais do século XIX.
Sim, sim e siiiiiiiim !!!
Troco de assunto, y asi de simple, termino este post...
Nietzsche, acima de tudo amava a música clássica, especificamente Wagner, seu amigo e contemporâneo.
Assim, convido-os, amantes da música a escutar o trecho da abertura da ópera "Tristão e Isolda" chamado "Prelúdio e morte de Isolda", composta por Richard Wagner, em 1865.
Esplendor musical ao extremo...
Segue link para a música...
http://www.youtube.com/watch?v=fktwPGCR7Yw